segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Feliz 2011!

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Gostaria de agradecer a todos os meus leitores pelo carinho, aos que deixam um recadinho. Muito obrigada! Desejo a vocês, aos blogueiros e aos que aparentemente dão uma passadinha sem querer nesse site, mesmo que eu não acredite que nada é por acaso, pois tudo tem uma razão de ser. Eu dedico essa mensagem a vocês.

Boas energias a todos e muitas felicidades!

Beijos!
Imagem do site: www.sxu.hu e criação by Ana Karina Caetano.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Dia das crianças: Contos de fadas

Nesse dia das crianças, quero convidá-los a voltar aos dias gloriosos do mundo de contos de fadas que nossas mães, avós contavam antes de dormir. Se você não teve essa experiência, darei a oportunidade de entrar nesse mundo que traz consigo grandes verdades, e faz termos a percepção de um fim, ou melhor, de um começo de questionamentos, onde temos uma grande interrogação: Qual é a moral da história?
Por isso, decidi colocar um conto que tanto gosto, mas pouco conhecido de Hans Christian Andersen, além dos irmãos Grimm e Charles Perrault, ele foi um dos grandes escritores dos mais famosos contos de fadas. Dedico a todos essa "linda" história, porém infelizmente ainda vemos acontecer em certos aspectos no mundo de hoje. Talvez, eu diria que a menina dos fósforos é a mesma criança invisível aos nossos olhos que vemos todos os dias nas ruas e faróis. Boa história!

A menina dos fósforos
Estava muito frio, a neve caía e já estava começando a escurecer. Era a noite do último dia do ano. Uma menina descalça e sem agasalho andava pelas ruas, no frio e no escuro. Quando atravessou correndo para fugir dos carros, a menina perdeu os chinelos que tinham sido da mãe e eram grandes demais. Um ela não achou mais e um garoto levou o outro, dizendo que ia usar como berço quando tivesse um filho.
A menina já estava com os pés roxos de frio. Tinha um pacotinho de fósforos na mão e outro no avental velho. Naquele dia não tinha conseguido vender nada e estava sem um tostão. Com frio e com fome, ela andava pelas ruas morrendo de medo. A neve caía no cabelo cacheado, mas ela não podia pensar nem no cabelo nem no frio. As casas estavam iluminadas e havia por toda parte um cheirinho gostoso de assado de ano novo. Era nisso que ela pensava.
Num cantinho entre duas casas, ela se encolheu toda, mas continuava sentindo muito frio. Voltar para casa, nem pensar: sem dinheiro, sem ter vendido nada, era certo o castigo do pai. Além do mais, a casa deles também era muito fria, sem forro e com o telhado cheio de furos e emendas, por onde o vento entrava assobiando.
Com as mãos geladas, pensou em acender um fósforo. Conseguiu. A chama pequenina parecia uma vela na concha da mão. A menina se imaginou diante de uma lareira enorme com o fogo esquentando tudo e ela também. Mas logo a chama apagou e a lareira sumiu. Ela só ficou com o fósforo queimando na mão.
Acendeu outro que, brilhando, fez a parede ficar transparente. Ela viu a casa por dentro: a mesa posta, a toalha branca, a louça linda. O assado, o recheio, as frutas. Não é que o assado, com o garfo e faca espetados, pulou do prato e veio correndo até onde ela estava?Mas o fósforo apagou e ela só viu a parede grossa e húmida.
Acendeu mais um fósforo e se viu junto de uma belíssima árvore de Natal. Maior do que uma que tinha visto antes. Velinhas e figuras coloridas enchiam os galhos verdes. A menina esticou o braço e… o fósforo apagou. Mas as velinhas começaram a subir, a subir e ela viu que eram estrelas. Uma virou estrela cadente e riscou o céu.
-Alguém deve ter morrido. A avó – única pessoa que tinha gostado dela de verdade e que já tinha morrido – sempre dizia: “Quando uma estrela caí, é sinal de que uma alma subiu para o céu”.
A menina riscou mais um fósforo e, no meio do clarão, viu a avó tão boa e tão carinhosa, contente como nunca.
-Vovó, me leva embora! Sei que você não vai mais estar aqui quando o fósforo apagar. Você vai desaparecer como a lareira, o assado e a árvore de Natal.
E foi acendendo os outros fósforos para que a avó não sumisse. Foi tanta luz que parecia dia. E a avó ali, tão bonita, tão bonita. Pegou a menina no colo e voou com ela para onde não fazia frio e não havia fome nem dor. Foram para junto de Deus.
De manhãzinha, as pessoas viram no canto entre duas casas uma menina corada e sorrindo. Estava morta. Tinha morrido de frio na última noite do ano. Nas mãos, uma caixa de fósforos queimados.
-Ela tentou se esquentar, coitadinha.
Ninguém podia adivinhar tudo o que ela tinha visto, o brilho, a avó, as alegrias de um ano novo.

Hans Christian Andersen

Imagem de Leon Perrault (1832/1908) – Longe de casa.
Pintor realista do século XIX.
Jean Léon Bazile Perrault nasceu em Poitiers, França em 20 de junho de 1832. Em 1868, Perrault seria convidado a expor no Ateneu de Boston e, em 1873, ele foi designado para representar a França com o “diplôme d’honneur” em Viena, Filadélfia (E.U.) Londres.Em 1887, foi premiado com a mais alta honraria francesa, “Chevalier de la Légion d´honneur”. Perrault morreu em Royan, França, em 1908, e foi sepultado no cemitério de Montparnasse.Após sua morte, a aldeia de Poitiers encomendou um monumento em sua honra.

sábado, 15 de maio de 2010

Olhar de criança

Quem é aquela menina pequenina ali na praça?
Um rosto bem ao longe.
Girando como se estivesse em outro mundo.
Tirou os seus sapatos, correu pela grama descalça, vendo o horizonte infinitas possibilidades.
De repente, ela para e observa ao seu redor.
Com pouca idade, mas com tamanha sensibilidade perante a atenção ao mundo, observava os olhos daqueles que circulavam e viu que ali atrás daqueles olhos, tinha uma máscara de alguém que deseja ser o que não é.
E o que busca ser, nada mais o que é.
A criança sorri, mas ninguém repara, pois correm pela praça num ritmo frenético, olhando as horas sem reparar ao seu redor.
Não observam o infinito.
Não reparam em nada.
Com seus fones de ouvido,
Num mundo paralelo.
Imaginam um mundo perfeito.
Sem reparar que ele já é perfeito.
Correm uns para um sentido, outros sem sentido.
Todos com suas roupas de marca,
Ipod,
MP4, MP5, 6 ....
Buscam no dinheiro a saída.
Buscam um amor perfeito.
Pessoas perfeitas.
Corpos perfeitos.

Correm pela vida como se estivessem num corredor infinito com milhões de portas.
Abrem todas as portas para achar uma saída.
Simplesmente não acham.
Se sentem sufocadas por não achar uma verdade.
Simples.
Ela não existe.
Buscam o que não têm dentro delas.
Não somos só crenças.
Nem aparência.
Falando em aparência.
Uma velhinha passando, viu aquela menina pequenina descalça, olhando pasma o horizonte. Disse a ela:
- Linda criança, toma esse trocado.
Passou a mão na cabecinha da pequenina menina e saiu dali sorridente como se estivesse feito um ato de caridade.
A criança sem entender nada, viu que a atenção e a bondade para eles se resumia em dinheiro.

Imagem: http://cleidescully.files.wordpress.com/2009/05/watercan.jpg

Pintura de Renoir. Ele foi contratado para pintar crianças de várias familias abastadas, por volta da década de 70 do Séc. XIX, devido à sua sensibilidade para criar tais obras.

Senhor das Ilusões

Um belo dia, ele acordou pronto e acreditou que essa seria sua chance.
Uma nova oportunidade, ele pensou.
Até porque ele já teve grandes chances, mas desisitu.
Quando ele pensou que se libertaria, o medo o aprisionou.
Mas, hoje era diferente, ele estava pronto para dar um basta em tudo.
Hoje ele iria dizer que a amava.
Ele jurava que nunca teve uma vida mais alegre, como quando estava junto dela, ele tinha esperança em revê-la.
Ele tinha tanta esperança que só esperou, mas hoje era o dia e ele decidiu sair. Abriu a porta, com toda vontade, foi quando um vento frio foi de encontro ao seu corpo.
Era inverno, ele esqueceu que nessa época nevava.
Ele olhou aquela neve em todo horizonte, e pensou:
Justo hoje!! bem que podia ser sol, eu que acordei todo disposto para mudar tudo.
De repente, aquela força, aquela vontade foi embora como uma onda que surgiu bruscamente e depois se uniu com o mar e perdeu sua identidade.
Ele até acreditou, por um instante que sairia mesmo assim, pegaria a estrada e declararia o seu sincero amor, mas ele queria que fosse primavera e isso bastava para ele desistir.
Ele acordava todos os dias, acreditava que um dia seria primavera, ele a encontraria e diria o quanto a amava, confiava que o seu dia iria chegar.
Mas, o que ele não percebia era que o tempo passou, isso era apenas um sonho que ele tinha por muitos anos. Foi quando ele ouviu:
- Senhor Lúcio, hora do café da manhã.
Ele olhou e viu uma mulher de branco. Ela era a enfermeira do asilo que ele morava a alguns anos.
Ela estava com uma garota dessa vez, era a nova estagiária, a enfermeira com toda sua sensibilidade, falou para aquele senhor:
-Senhor Lúcio, estamos na primavera, vamos dar um passeio depois do café?
A enfermeira disse bem baixinho para a estagiária:
-Ele gosta da primavera porque ele diz que irá voltar a ver o seu grande amor e dirá que a ama. Mas, eu acho que isso nunca aconteceu porque ele não têm ninguém. Nem filhos, nem esposa.
Isso era uma grande verdade, ele não tinha ninguém, mas o que elas não sabiam é que ele foi atrás do seu amor, mas ela havia morrido antes da primavera. Ela morrera no inverno, sendo que ele desistiu daquela chance, naquele dia ...
Anos se passaram e ele no seu silêncio, vivia num profundo inverno, esperava um dia a primavera chegar. Isso tudo, porque ele sempre achou melhor, sonhar mais ao invés de viver.

Imagem: http://farm3.static.flickr.com/2252/2399000980_4408eaf2aa.jpg

domingo, 7 de março de 2010

Carta de amizade

Eu tinha que dizer algo, mesmo estando tão longe eu precisava dizer.
Olhei pela janela, ao som da chuva pensei em te escrever. Fui até a escrivaninha, peguei papel e caneta.
Percebi que é somente um pedaço de papel, mas o sentimento que essas palavras, sim, essas humildes palavras ao qual escrevia é de levar a você, grande amiga, um pouco do que carrego comigo.
São Paulo, 07 de Março de 2010
Grande, amiga,
É tão triste não lembrar de quem nos ama, principalmente aquelas pessoas que sempre estão presentes nos momentos mais difíceis de nossas vidas. Mesmo estando do outro lado do oceano, elas dão um jeitinho de dar a atenção necessária e simplesmente ouvir e ser um instrumento de algo maior trazendo palavras para nos reerguer.
Sinto muito, minha amiga, por não mostrar minha gratidão nesse dia tão especial. Por não lembrar de ti, justo hoje. Mas, se passaram tantos anos e tantas coisas aconteceram, sinto por não ser como antes.
Um dia você me pediu um conselho, a verdade é que eu não sou boa nisso, porque ainda estou aprendendo, mas algumas coisas que aprendi sinto que preciso partilhar contigo.
Aprendi nesses anos, amiga, o quanto é belo sermos livres, livres para amar nossa família, um amigo, um amor, a vida.
Poderosa liberdade da alma, que nos faz sermos únicos nesse Universo infinito. Por isso, seja livre para caminhar nos campos dourados, iluminados de esperança.
Não lamente pelos seus erros e "pecados", sele o seu destino na liberdade de ser você mesma. De acordar com o fascínio de estar viva, imagine que ninguém pode entender os sentimentos mais profundos seus que fazem a sua existência ser única, quanto é belo suas lembraças de amor, de infância, de amizade, superação de batalhas da vida.
Temos momentos onde a vida cobra sermos guerreiros, porque o que fazemos hoje, ecoa em nossa eternidade.
Quantas e quantas são as vezes que pensamos em deixar de lado um sonho, um ideal.
Sentimos por ser injustiçados, lutamos por uma causa perdida, as lágrimas teimam em cair, sentimos solidão ao redor das pessoas, voltamos para casa com a sensação de derrota. Nessa hora, eu digo minha amiga:
Seja livre!!! livre para voar cada fez mais alto!!
Cada pessoa está em busca de algo: glória, fama, sucesso, dinheiro, reconhecimento... muitos são os motivos aos quais lutam, mas é preciso superar os obstáculos com motivação e perseverança porque não é da noite para o dia que se constrói um objetivo.
Nem sempre gostamos das mudanças que ocorrem em nossa vida, mas a diferença está em reaprender e ir atrás do que buscamos, redescobrirmos o que temos de melhor. Tudo se aflora com as circunstâncias que aparecem, ainda que tenha ameaça de vários lados. Conseguimos adquirir o sucesso pelo equilíbrio da razão e da nossa emoção.
E no final dessa batalha conquistamos um sentimento verdadeiro de quem viu nos obstáculos um motivo de crescer sem abrir mão dos seus valores fundamentais e sem danificar sua própria essência.
Nunca espere dizer eu também, prefira dizer eu te amo. Seja desbravadora em levar os seus sentimentos adiante. Transforme a sua realidade em algo melhor.
A vida pode se resumir numa passagem, mas faça o seu legado ser seu, ser único, ser livre para abraçar o infinito.
Sinto por não dar os parabéns pessoalmente, que o seu aniversário não seja somente no dia 05 de Março, mas todos os dias sejam um novo começo para se comemorar. Que o oceano não seja uma barreira para a nossa amizade. Uma amizade que é cósmica e eterna.

Saudades,
Beijos,

Ana Karina

PS: Essa é para você, Má (Mazinha) aí no Reino Unido, logo ali =D

sábado, 2 de janeiro de 2010

Feliz ano novo!

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Feliz ano novo para todos os blogueiros, aqueles que gostam de ler o que eu escrevo, ou mesmo que aparentemente tenham entrado sem nenhuma razão. Volto a dizer, que eu acredito que nada é por acaso. Portanto, eu dedico essa mensagem a todos vocês. Eu sinto que muitos precisam dela. Talvez, seja esse um dos motivos que eu gosto tanto de escrever e ter esse blog.

Um fantástico 2010 para vocês!

Até mais...

sábado, 21 de novembro de 2009

A busca

Por favor, me espere estou indo dizer o quanto você é adorável. Eu não sei mais o que fazer, eu ando para traz e tento voltar ao início.
O quanto eu fui injusto em não mostrar a você a beleza das estrelas.
Eu sigo você aonde estiver.
Eu irei buscá-la, porque o meu amor é puro. Mas, as minhas incertezas fizeram com que eu te perdesse.
Eu sou melhor com números e digitos, mas ninguém disse que não era fácil amar.
Eu sempre busquei aprender sobre ciência e progresso para salvar a humanidade e alimentar a minha vaidade. Mas, nunca me esforcei em aprender sobre o amor universal.
Agora estou eu aqui sem saber para aonde ir, sem saber te explicar o quanto é difícil reconhecer que eu amo você.
Por favor, me espere. Eu vou te buscar, mas antes eu preciso me encontrar. Essa é a única forma de solucionar todas essas questões e parar de andar em círculos.
Deixa eu me achar, assim eu te acho. Seja aonde for, eu acho você. Eu falo isso, porque ninguém me disse o quanto era difícil amar.
Eu sei agora o que é andar para traz e tentar voltar até ao início. É uma pena nos separarmos, mas eu preciso buscar o sentido de tudo.
A busca do sentido de nós mesmos, eu persigo isso para poder achar você.
Eu grito no escuro se for preciso até encontrá-la. Me espere, porque eu acharei você. Você está dentro de mim.
A única coisa que eu quero é deitar contigo na grama e olhar as estrelas, olhar para o infinito.
Assim eu volto para o início e começaremos tudo novamente.
Mas, dessa vez, meu amor, eu prometo que será diferente porque eu me encontrei e principalmente, eu achei você em mim.

Imagem:http://www.evanog.com/press/wp-content/uploads/2007/08/chuva_estrelas.jpg